Fim da escala 6×1 é aprovado por 75 votos a 1; quando começam as 2 folgas semanais
Fim da escala 6x1 aprovada: tudo sobre as novas folgas semanais.
O que é a escala 6x1?
A escala 6x1 refere-se a um regime de trabalho popular em diversas áreas, onde o colaborador trabalha durante seis dias consecutivos e folga apenas um. Esse modelo, embora comum, tem sido objeto de debates a respeito da sua viabilidade e do bem-estar dos trabalhadores.
Votação histórica no Senado
Em uma votação significativa no dia 14 de outubro de 2026, o Senado aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019. O resultado ficou em 75 votos a favor e apenas um contra em cada fase da votação. Essa decisão é um passo importante na busca por melhores condições de trabalho no país, especialmente no que se refere aos horários estabelecidos.
Com a aprovação, a proposta foi enviada ao Congresso Nacional para promulgação. Até o momento, não há uma data definida para que essa nova regra comece a valer, o que significa que o novo formato ainda não está em vigor.
Benefícios da nova proposta
A emenda traz consigo uma série de benefícios, que incluem:
- Redução da carga horária: A jornada máxima será reduzida de 44 horas para 40 horas semanais.
- Aumento das folgas: Os trabalhadores passarão a ter direito a duas folgas remuneradas por semana, mudando a dinâmica do atual modelo de trabalho.
- Melhoria na qualidade de vida: Com mais tempo livre, os funcionários poderão aproveitar melhor momentos com a família e se dedicar a outras atividades.
Como será a implementação?
A implementação das novas regras será feita de forma gradual:
- Primeira fase: 60 dias após a promulgação da emenda, a jornada será reduzida para 42 horas semanais, ainda com a aplicação de duas folgas.
- Segunda fase: Um ano depois da primeira fase, a carga horária total cairá para 40 horas, sem alteração nos salários recebidos.
Esse modelo de transição foi desenhado para permitir que empresas e trabalhadores se ajustem adequadamente às novas normas.
Calendário de transição
| Etapa | Prazo após a promulgação | Jornada semanal máxima |
|---|---|---|
| Regra atual | Antes da mudança | 44 horas |
| Primeira fase | 60 dias | 42 horas |
| Segunda fase | 14 meses | 40 horas |
Se a promulgação ocorrer ainda em outubro, a primeira redução poderia acontecer em dezembro de 2026. Contudo, isso dependerá unicamente da promulgação, não é garantido que a mudança aconteça imediatamente.
Quem será mais afetado?
Estimativas feitas pelo Dieese, baseadas na PNAD 2025, indicam que aproximadamente 26,8 milhões de trabalhadores estão atualmente empregados em jornadas que excedem 40 horas semanais. Dentre esses, cerca de 22 milhões têm vínculos formais com empresas, enquanto 4,8 milhões estão inseridos na informalidade.
Essa mudança afetará principalmente aqueles que trabalham em setores onde a carga horária está acima do permitido pela nova legislação.
O que muda nas folgas semanais?
Com a nova emenda, a escala padrão de trabalho será ajustada para cinco dias de trabalho e dois de descanso.
- Um dos dias de descanso deve ser preferencialmente no domingo, mas isso não é obrigatório para todos os setores.
Além disso, existem regras específicas estabelecidas:
- Acordos coletivos: Eles poderão permitir diferentes escalas, desde que as folgas sejam compenzadas no mesmo mês e que o descanso semanal seja respeitado.
- Terceirizados do setor público: Terão um prazo de 12 meses para se adaptarem à nova escala, com a ressalva de que as regras para contratos possam variar.
- Profissionais de alta renda: Aqueles com diploma superior e salários acima de R$ 21.188,87 não estarão obrigados a cumprir a redução nas horas, mas ainda terão direito às folgas.
- Servidores estatutários: Não são diretamente afetados por essa mudança constitucional que se aplica aos empregados.
Empresas que operam aos finais de semana também poderão reorganizar turnos, mantendo a continuidade dos serviços e sem interrupções no atendimento.
Regras para acordos coletivos
Os acordos coletivos desempenharão um papel fundamental na implementação dessas mudanças. As principais diretrizes incluem:
- Negociações: As entidades sindicais poderão negociar escalas divergentes, mas devem garantir que as folgas sejam observadas.
- Compensação mensal: As folgas que forem ajustadas fora do padrão devem ser compensadas dentro do mesmo mês de trabalho.
Impactos financeiros para empresas
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê que a habilitação das novas leis trará custos adicionais significativos para as empresas, estimando despesas anuais que podem chegar a R$ 267,2 bilhões para as empresas que operam formalmente. Essa projeção pode impactar as operações e os preços de produtos e serviços oferecidos pelas empresas.
A adaptação exigirá planejamento e ajustes orçamentários nas empresas, sendo crucial para garantir que as novas regras sejam implementadas sem causar prejuízos financeiros significativos.
Expectativas dos trabalhadores sobre a mudança
Representantes dos trabalhadores têm manifestado otimismo em relação à ampliação do tempo de descanso e a possibilidade de uma melhor qualidade de vida. As expectativas incluem:
- Melhoria na saúde mental: O aumento nas folgas pode proporcionar um tempo maior de descanso, reduzindo o estresse.
- Mais tempo para lazer: Os trabalhadores poderão se dedicar a atividades de lazer, família e autocuidado.
- Desenvolvimento pessoal: Com mais horas fora do trabalho, as pessoas poderão buscar educação continuada ou outras atividades produtivas.
Essas mudanças geram esperança entre os colaboradores de que suas condições de trabalho possam melhorar, refletindo em um ambiente mais saudável e produtivo.
Em suma, a aprovação da PEC 221/2019 pelo Senado representa uma transformação significativa no mercado de trabalho brasileiro, visando melhor adequação das jornadas e das condições de vida dos trabalhadores. O próximo passo crucial será a promulgação da emenda, momento em que se iniciará a contagem para a implementação efetiva das novas regras.


